Para onde ir com crianças por idade: o destino certo do bebê ao adolescente
O mesmo destino pode ser fácil com um bebê e chato com um adolescente. Veja que tipo de viagem combina com cada faixa de idade, com exemplos e as pegadinhas.
Em resumo
- 0 a 2: voo curto, uma base, sombra e cozinha. O destino quase não importa.
- 3 a 5: praias, bichos e cidades pequenas e planas. Confira a altura dos brinquedos antes dos parques temáticos.
- 6 a 10: os melhores anos para grandes cidades turísticas e uma primeira viagem de longa distância.
- 11 ou mais: escolha lugares com coisas para fazer. Deixe que ajudem a escolher.
De 0 a 2 anos: voo curto, uma base, sombra
Com uma criança de um ano, o lugar importa menos que a logística. Você quer uma viagem curta, um lugar para cozinhar, um quarto que escureça e coisas para fazer a uma caminhada de carrinho. Um bebê não vai lembrar da viagem, então escolha pelos adultos e facilite.
Resorts de praia e cidades planas e verdes funcionam. Roteiros com várias paradas, não.
- Ilhas gregas como Naxos, Creta ou Corfu. Fácil: praias de areia com água rasa, tavernas descontraídas, apartamentos de família com cozinha. Difícil: calor forte no verão e conexões de balsa.
- Santorini e outros vilarejos em penhascos. Difícil: degraus por toda parte, então o carrinho não serve. Melhor deixar para depois.
- All-inclusives no Caribe. Fácil: água quente e calma, sombra, berços e comida de bebê no local. Difícil: voo longo saindo da Europa, sol forte e a temporada de furacões de junho a novembro.
- Algarve ou Maiorca. Fácil: voo curto da maior parte da Europa, vilas com piscina, primavera e outono amenos. Difícil: piscina sem cerca quando começam a engatinhar.
- Copenhague ou Amsterdã. Fácil: planas, cheias de parques, acostumadas com carrinhos. Difícil: tempo frio e chuvoso e, em Amsterdã, canais e bicicletas quando começam a andar.
De 3 a 5 anos: praias, bichos e cidades pequenas
Pré-escolares querem cavar, espirrar água, escalar e ver bichos. Não querem ficar parados diante de um monumento. Férias de praia ficam no melhor nessa idade, e também temporadas em fazendas e cidades pequenas onde o passeio de tram é a diversão.
Mantenha os voos em cerca de seis horas se puder e evite grandes mudanças de fuso. Uma criança de quatro anos com jet lag dá trabalho às 4h da manhã.
- Resorts de praia com piscina rasa e um clube infantil que aceite a idade. Fácil para os pais, embora a idade mínima dos clubes varie, então confira.
- Lisboa ou Porto. Fácil: trams, funiculares, um oceanário em Lisboa. Difícil: ladeiras íngremes e paralelepípedo com carrinho.
- Copenhague. Fácil: o Tivoli Gardens no centro, parquinhos por toda parte. Difícil: cara.
- Temporadas em fazendas e regiões de lagos, como os lagos da Áustria ou da Itália. Fácil: espaço, bichos, barcos. Difícil: você precisa de carro.
- Parques Legoland, feitos para crianças menores. Fácil: muitos brinquedos servem para essa idade. Difícil: filas nas férias escolares.
- Grandes capitais turísticas como Roma ou Paris. Possível, mas você vai ver um terço do que planejou.
De 6 a 10 anos: cidades grandes e viagens maiores
A partir dos 6 anos, as cidades famosas começam a compensar. Crianças dessa idade aguentam andar uma manhã, acompanham uma história e lembram da viagem anos depois. Também têm altura para a maioria dos brinquedos de parque temático e idade para mergulhar com snorkel, esquiar e pedalar.
Essa é a janela para as viagens que exigem fôlego. Aproveite.
- Londres. Fácil: os grandes museus nacionais são gratuitos e feitos para crianças, bom transporte. Difícil: o custo de todo o resto e as longas distâncias entre as atrações.
- Roma. Fácil: gladiadores, ruínas e pizza fazem a venda por você. Difícil: calor de verão, filas e quase nenhuma sombra nos sítios antigos.
- Paris. Fácil: a torre, passeios de barco no rio, grandes parques com parquinhos. Difícil: filas longas nos museus sem ingresso com horário.
- Orlando. Fácil: a idade certa para quase tudo. Difícil: custo, calor e dias longos demais se você não planejar pausas.
- Parques nacionais dos EUA ou Islândia de carro. Fácil: trilhas curtas, gêiseres, cachoeiras, vida selvagem. Difícil: longas distâncias de carro entre as paradas.
- Japão ou Costa Rica como primeira viagem de longa distância. Fácil: seguros, variados, muito o que fazer. Difícil: jet lag e orçamento.
11 anos ou mais: coisas para fazer, não para ver
Adolescentes julgam um destino pelo que podem fazer lá e se vale mostrar para os amigos. Cidades com comida, compras e vida de rua funcionam. Litorais e montanhas com atividades de verdade também.
Resorts tranquilos voltados para crianças pequenas são a escolha errada agora. Assim como qualquer lugar onde o plano é relaxar sem mais nada para fazer.
- Nova York, Tóquio, Londres, Berlim. Fácil: comida, lojas, cultura de rua, bom transporte público para dar alguma independência. Difícil: preço e dias longos a pé.
- Litorais de surfe como a costa oeste de Portugal ou as Ilhas Canárias. Fácil: aulas para iniciantes, cidades descontraídas. Difícil: água fria do Atlântico e ondas que exigem supervisão.
- Os Alpes ou as Dolomitas no verão. Fácil: via ferrata, mountain bike, subir de teleférico e descer a pé. Difícil: o tempo pode cancelar um dia.
- Viagens de carro com paisagem de verdade: sudoeste dos EUA, Escócia, Noruega. Fácil: música, vistas, paradas que mudam. Difícil: horas juntos dentro do carro.
- Destinos de aventura como Costa Rica ou Islândia. Fácil: tirolesa, rafting, geleiras. Difícil: as atividades são cobradas por pessoa e somam rápido.
Duração do voo e jet lag por idade
Tolerância a voo e tolerância a jet lag são coisas diferentes. Um bebê muitas vezes vai bem num voo longo e vai péssimo com seis horas de diferença de fuso. Uma criança de nove anos aguenta os dois. Escolha a distância pensando tanto nas três primeiras noites no destino quanto nas horas no ar.
Rotas norte-sul com pouca mudança de horário são subestimadas para crianças pequenas.
- 0 a 12 meses: voos de qualquer duração são administráveis, sobretudo com berço de bordo em voo longo. Mudanças de fuso bagunçam o sono por dias.
- 1 a 2 anos: a idade mais difícil para voar. Querem andar e não dá para argumentar. Mantenha curto, se puder.
- 3 a 5 anos: até cerca de seis horas é confortável com tela e lanches. Só pequenas mudanças de fuso.
- 6 a 10 anos: longa distância funciona. Reserve dois ou três dias lentos na chegada.
- 11 anos ou mais: voe para qualquer lugar. Eles se ajustam mais ou menos como você.
- Qualquer idade: uma viagem de menos de uma semana raramente vale uma mudança de fuso de mais de poucas horas.
Parques temáticos e limites de altura
Parques temáticos são vendidos como para todas as idades. Na prática cada brinquedo tem uma altura mínima, e uma criança dois centímetros mais baixa vai ver o irmão andar e chorar por isso. Meça seu filho de sapato e confira a lista de brinquedos no site oficial do parque antes de comprar os ingressos.
Escolha o parque pela altura da criança mais nova. Não pela lista de desejos da mais velha.
- Menores de 3 anos: a maioria dos parques os admite de graça ou barato, com alguns brinquedos tranquilos. Você está pagando pelos adultos.
- 3 a 5 anos: parques voltados para crianças pequenas, e os brinquedos e shows tranquilos dos grandes parques de resort
- 6 a 10 anos: a melhor idade para os grandes parques. Altura para quase todos os brinquedos e ainda empolgados com os personagens.
- 11 anos ou mais: parques com montanhas-russas grandes. Parques de personagens podem parecer infantis demais.
- Idades misturadas: pergunte sobre o rider swap, que muitos parques oferecem para os adultos se revezarem sem pegar fila duas vezes
Viajando com idades misturadas
Com uma criança pequena e outra de dez anos, planeje pelos limites da mais nova e pelo interesse da mais velha. Isso geralmente quer dizer uma base com variedade por perto: uma cidade com praia, um resort perto de uma cidade que vale a visita, um lago com margem rasa e um parque de escalada.
Separem-se por parte de cada dia. Um adulto leva o maior à atração com limite de altura, o outro fica perto da soneca.
- Cidade mais praia: Barcelona, Lisboa com o litoral por perto, Valência
- Resort com clubes para crianças e adolescentes separados por idade
- Uma casa com piscina e passeios de um dia a até uma hora
- Cruzeiros com clubes por faixa etária, se a sua família gosta do formato
- Evite viagens de uma nota só: só museus, só trilha ou só praia
Perguntas antes de escolher
Perguntas comuns
Qual é a primeira viagem ao exterior mais fácil com um bebê?
Um voo de menos de quatro horas até um apartamento ou hotel familiar perto de uma praia ou de um parque, na primavera ou no começo do outono. Ilhas e costas do Mediterrâneo saindo da Europa, ou um destino de praia próximo com voo direto saindo da América do Norte, se encaixam nesse padrão. Fique numa base só.
A partir de que idade grandes cidades como Roma ou Paris valem a pena?
A partir dos seis anos, mais ou menos. Antes disso dá para ir, mas você vai passar a maior parte do tempo em parques e ver pouco do que faz a cidade ser famosa. De seis a dez anos eles têm fôlego, atenção e bagagem escolar para aproveitar.
Viagem de longa distância com criança pequena é má ideia?
É difícil, embora dê para fazer. O voo cansa porque querem se mexer, e a mudança de fuso custa várias noites picadas. Fique pelo menos dez dias, deixe os três primeiros vazios e considere esperar até os quatro ou cinco anos se a viagem for opcional.